sexta-feira, 25 de março de 2011

Imagens da Semana

Ante a toda tragédia ocorrida no Japão....


...cachorro espera pela dono (que talvez não voltará) em centro para desabrigados em Fukushima...

e ainda sim, resta muito amor, carinho e esperança, para aqueles que um dia, esperam reencontrar esses sentimentos num simples gesto!

Temos muito que aprender com os Japoneses.

Viva!

Boa semana a todos!

Alessandra Carvalho

@alessandrarc

Fonte fotos: UOL

quinta-feira, 24 de março de 2011

e por coincidência...

Fonte: INR

A cara do abandono...

Sempre ouvimos, vemos ou conhecemos histórias de animais que foram abandonados, "jogados fora" popularmente falando. Aqui no blog já postei várias notícias sobre isso. Algumas com finais melhores e outras com finais trágicos...é verdade! Esta com certeza não é uma situação incomum pra nós brasileiros.


O abandono de animais, em especial os animais domésticos como cães e gatos é um problema que afeta de maneira cada vez mais os grandes centros urbanos ao redor do mundo, principalmente no ocidente (fonte wikipédia). A cada dia cerca de 12% dos animais são vítimas de maus tratos (aqui inclue-se, abandono, violência, sacrifício, fome, morte etc). O mais chocante de tudo é quando estes são vítimas pelas mãos dos próprios tutores ou donos, pois é difícil crer que aqueles que detém o 'poder-dever' direto de posse, carinho, respeito a vida e acima de tudo amor para com seu animalzinho de estimação são capazes de cometer tais atrocidades...tudo bem acontece...é isso que sempre ouço e mais me revolta. E o pior de tudo são os dados fornecidos pela revista Folha:


CAUSAS DE ABANDONO (motivo)
Cães, Por que?


18,5% Suja a casa


12,6% Destrutivo fora de casa


12,1% Agressivo com pessoas


11,6% Tem o vício de fugir de casa


11,4% Activo demais


10,9% Requer muita atenção


10,7% Late ou uiva muito


9,7% Morde


9,7% Destrutivo dentro de casa


9,0% Desobediente


(Pesquisa feita nos EUA em 12 abrigos, envolvendo 1.984 cães e 1.286 gatos. As somas passam de 100% porque um dono pode ter alegado mais de um motivo para abandonar seu animal. Apud: Revista da FOLHA de 7 de janeiro de 2007 )


Gatos, Por que?


37,7% Suja a casa


11,4% Destrutivo fora de casa


10,9% Agressivo com pessoas


8,0% Não se adapta com outros animais


8,0% Morde 6,9% Requer muita atenção


12,6% Destrutivo fora de casa


4,6% Eutanásia por motivos de comportamento


6,9% Não amistoso


4,6% Activo demais


(Fonte: Revista veterinária "Journal of Applied Animal Welfare Science". Apud: Revista da FOLHA de 7 de janeiro de 2007 )


Ante a toda esta situação, qual a solução imediata para resgatar a vida e adignidade destes seres?
Colocá-los em abrigos.
Os abrigos para cães e gatos, na maioria das vezes, acabam se tornando depósitos de animais. Vemos inúmeros casos de pessoas de bom coração que começam a abrigar animais e quando dão por si, não possuem estrutura para mantê-los. Resultado: animais com fome, doentes e pessoas desesperadas atrás de ajuda. O abrigo deve ser apenas um local de passagem para os animais, não um lar definitivo. Mas não é isso que acontece na maioria de abrigos pelo Brasil. Embora a situação dos abrigos seja dramática, existem exceções. Com planejamento, trabalho voluntário, uma verba permanente e muita consciência, é possível manter um abrigo que seja um bom lugar para os animais. Esse é o caso do Abrigo Piccolina em Avaré - SP (
www.abrigopiccolina.org.br), um raro exemplo de abrigo que deu certo



Em funcionamento desde outubro de 2003, o Piccolina foi construído em um terreno de 15.000 mts2, e seguiu um projeto minuciosamente planejado. Por iniciativa particular, o abrigo conta com toda a estrutura necessária para cuidar muito bem de seus animais: sala da administração, centro veterinário (consultório, internação e centro cirúrgico), sala de banho e tosa, depósitos para ração, produtos de higiene, limpeza e equipamentos, cozinha, vestiários para funcionários e voluntários, e zeladoria.


Os animais ficam distribuídos em 2 blocos, cada um contendo 30 baias de 25 mts2 cada, que abrigam de 1 a 5 animais, divididos por tamanho, sexo ou afinidade. Cada baia possui uma parte coberta e outra descoberta e possibilita para o animal a própria escolha de estar ou não ao ar livre. Além dos itens básicos, não foram esquecidos detalhes como jardins floridos, música ambiente para desestressar os animais, aquecedores no inverno e camas individuais em caixas plásticas. Além disso, também para as pessoas envolvidas com os animais foram criadas condições de conforto para valorizar e estimular o trabalho voluntário. A atividade do abrigo é essencialmente a de resgatar os cães de rua, abandonados e os mais necessitados, recuperando-os, castrando-os e disponibilizando-os para ADOÇÃO, ou garantindo-lhes total assistência até o final de sua vida. Além disso, há o serviço de Verificação das Denúncias de Maus-Tratos, e os projetos de conscientização pela Posse Responsável e de Educação Ambiental junto a Escolares. O Abrigo não recebe animais que as pessoas não querem mais. Admite apenas cães que viviam abandonados pelas ruas de Avaré, doentes e com dificuldades de sobrevivência, que correm risco de morte se não receberem assistência o mais rapidamente possível. Como a ocupação do abrigo quase sempre está em seu limite máximo, a entrada de novos animais fica na dependência da abertura de vagas após a saída dos cães já recuperados, através das adoções. A consciência do Abrigo Piccolina com o número de animais que acolhe evita a superpopulação, o principal fator que faz com que muitos abrigos percam o controle da situação e apareçam problemas graves como falta de alimento para os animais, voluntários insuficientes, proliferação de doenças, etc..

O Abrigo Piccolina conta com um voluntariado atuante e constante. Tratadores e vários veterinários trabalham graciosamente para a entidade, pelo bem dos animais.


As campanhas de castração em massa são a maneira mais eficiente de controlar, a longo prazo, o problema do excesso de animais sem donos. Aliado a isso, é necessário campanhas de conscientização de população. A curto prazo, os abrigos temporários são a solução para os animais de rua. Mas como o Abrigo Piccolina, eles devem ter planejamento de estrutura e verba. É preciso ter meios de recolocar os animais em lares definitivos para que o abrigo não se torne um local pior do que as ruas...
Fonte: Webanimal
Alessandra Carvalho
@alessandrarc